O que importa mesmo são os pequenos momentos

Este blog vai viver. E o seu primeiro suspiro em 2010 foi dado agora. Além dos textos de sempre, começarei a postar assuntos mais curtos. Afinal, são esses pequenos recortes do cotidiano que dão sentido diariamente à vida. No Twitter, esse post merece  a hashtag: #ameliepoulainfeelings!

Smashing Pumpkins disponibiliza música nova

Billy Corgan é o único integrante da formação original da banda

          Existem bandas que ajudam a formar o caráter da pessoa. No meu caso, o Smashing Pumpkins foi uma delas. Canções como Perfect e Zero embalaram todos os draminhas de minha adolescência. O fato é que eu cresci. A banda não.

          Os milhares de projetos paralelos dos integrantes e o ego sem limites do Billy Corgan – único integrante da formação original – contribuíram para a decadência do grupo. Hoje, levantam a bandeira contra as grandes gravadoras e optaram por lançar somente singles gratuitos ao invés de CD’s. Aliás, uma nova canção foi disponibilizada hoje na internet para download, A Song for a Son. Escute aqui:

           A musiquinha é bonitinha, traz até um solo bem legal de guitarra. Também brinca com teclados psicodélicos, mas sei lá: não convence. Ela integra o projeto Teargarden by Kaleidyscope, iniciativa que vai reunir 44 músicas gratuitas.

Me despeço com a linda e eterna Disarm

Joker’s Daughter e suas canções de ninar

O nome da moça perdida na floresta aí da foto é Helena Costas. Ela é a responsável pelos vocais angelicais do novo projeto do produtor britânico Danger Mouse, o Joker’s Daughter.

Em The Last Laugh, álbum de estreia da dupla, temos contato com canções que passeiam do pop, indie até o folk. Tudo guiado com elementos eletrônicos que transmitem uma sensação de desorientação, sonhos. Aliás, isto fica ainda mais evidente quando nos deparamos com as músicas de trabalho: Lucid e Worm’s Head. O clipe das duas foi realizado em animação e criam uma narrativa belíssima. Veja:

Lucid, a minha canção preferida

Worm’s Head também integra o debut The Last Laugh

Escute algumas músicas do Joker’s Daughter no Myspace

Entre vampiros, lobos e lugares comuns


         No último sábado, assisti ao filme Lua Nova. O novo longa da saga vampiresca adolescente Crepúsculo tem a família do Jacob – ou melhor a sua matilha – como centro da história. O carinha – interpretado pelo novo queridinho da mídia, o Taylor Lautner – assume sua identidade de lobo para a chata da Bella – a qual dá um toco atrás do outro no pobre menino. Aliás, é muito engraçado e por horas deprimente ver as declarações de amor do filminho. Mas entendo os roteiristas, pois para atingir o público adolescente é preciso misturar: drama, conquista, piadas e uma meia dúzia de corpinhos bonitos. Fórmula seguida à risca e ainda com acréscimo de cenas de ação de tirar o fôlego.

         Há inclusive espaço para certas pitadas de filosofia pop. Numas das cenas escutamos: “As vezes é preciso aprender a amar o que temos, para esquecermos o que perdemos” – diz o pai da Bella sugerindo que ela troque o complicado vampirão Edward pelo facinho Jacob. Mas quer saber o grande feito de Lua Nova? É apostar em uma trilha sonora que dialoga com sua atmosfera sombria sem cair na tentação de querer agradar a todos. É assim que entramos em contato com a bela canção Hearing Damage, do Thom Yorke - vocalista do Radiohead. Fique com ela:

        A lua caiu – trocadilho infame - e eu queria mais cinema. Foi quando meus olhos avistaram na prateleira da locadora o Lugares Comuns, do argentino Adolfo Aristarian. Como o nome sugere, o filme é sobre os cenários onde a vida passa, se transforma.

         O enredo gira em torno do professor universitário Fernando Robles – interpretado pelo ator Federico Luppi (foto) – que tem de mudar seus hábitos depois de ser obrigado a se aposentar. Contudo, o grande achado do drama é afirmar que o futuro não existe. Fica a dica!

Tudo muito fantástico

         

          Quando o relógio marcou três horas e quinze minutos desta madrugada, meus olhos acabaram de ler o último conto do livro Ficção de Polpa – Volume 2. Organizado pelo escritor Samir Machado de Machado (nome legal, né?) e publicado pela Não Editora, essa segunda edição deixa um pouco de lado os zumbis e aposta em histórias protagonizadas por robôs, alienígenas, fantasmas e armadilhas pregadas pelo nosso imaginário. Tudo muito fantástico.

          Entre os contos, On/Off, de Antônio Xerxenesky, foi o que contribui para que tivesse uma noite mal dormida, no bom sentido da expressão. Explico: a narrativa discorre sobre os botões modernos – antidepressivos, calmantes e afins – que acabam por guiar nosso comportamento. Depois da leitura, desisti de tomar meu remédio para pegar no sono. Afinal, mais vale uma insônia sincera do que um sono falso.

Importante

         Tati adorou a frase escrita na contracapa do livrinho que ganhou da avó: “coisas importantes só devem ser confidenciadas à pessoas importantes”. Contaminada por uma sensação de ter descoberto algo muito significativo, colocou a dita cuja no nick do MSN. E, contou a todos.

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O BLOGUEIRO

Rafael Terra é jornalista, escritor e blogueiro. Gosta de observar o comportamento alheio e perde muito tempo filosofando sobre a vida. Quer transformar tudo em pauta e não passa um dia sem dançar um rock. Adora chuchuuu!

Contato: terradorafael@gmail.com

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