O dia começa. Você acorda. Toma um banho escutando em alto volume suas bandas preferidas. Come fandangos com coca-cola, apesar de todos dizerem que isso não é saudável. Despede-se das pessoas e coisas que vivem ao seu redor, as quais tanto ama. Entra no elevador. Cumprimenta a vizinha do cabelo roxo do décimo andar. Abre o portão e, agora, não está mais seguro.
Com as tantas possibilidades de interpretações do filme Ensinando a Viver (Martian Child / EUA/2007) – que vale lembrar que foi baseado em um conto do escritor David Gerrold – o que se sobressai, na minha opinião, foi o que tentei ilustrar no parágrafo acima: o lugar seguro que todos buscamos.
No começo do longa, o garotinho Dennis – interpretado por Bobby Coleman - tinha uma caixa de papelão como “moradia”. Entretanto, tudo mudou quando o escritor de ficção científica David – protagonizado por John Cusack - viu nele o seu próprio lugar seguro. Daí por diante, ocorre uma construção mútua de uma relação pai-filho sem perder de vista as particularidades de ambos. Mesmo que essas – da parte de Dennis – seja nutrir hábitos marcianos.
É bom frizar que não me refiro apenas a lugares físicos onde você se enclausura e está livre de todos os perigos terráqueos. Está em pauta um território imaginário – formado por pessoas amadas – onde poderá se despir de todas as máscaras sociais. Aqui, está seguro. Você pode ser de Marte ou de qualquer outro Planeta. Entretanto, lembre-se: lá fora – junto com os terráqueos – você tem que seguir as normas da Terra, por mais hipócritas que elas possam ser. E muitas delas são mesmo.
Ensinando a Viver, como o título sugere, também é uma lição de como ser um humano num mundo de soldadinhos que marcham a mesma música. Em determinado momento, a editora de David o questiona: “porque você não é aquilo que a gente espera de você”. O escritor torce os dedos, imagina que sua mão tornou-se uma arma marciana e parte para o lugar onde estará seguro. Lá, ninguém espera mais do que realmente ele é.
Assista ao trailler do filme Ensinando a Viver










1 Comentário
Novembro 13, 2008 às 6:53 am
São muitos os caminhos da vida, mas só um nos leva para… …onde as pessoas se conectam e se transformam para sempre.
A jornada rumo ao maior descobrimento
- Como passar para um nível mais profundo de intimidade com Deus e com as demais pessoas?
- Como ser amado incondicionalmente, podendo partilhar o verdadeiro “eu” sem máscaras nem fingimentos?
- Como satisfazer o desejo de integrar uma comunidade de cristãos, que se eleve gradualmente à semelhança de Cristo?
- Tal comunidade de fato existe?
recomendo…