Maio 23, 2008...8:53 am

A aventura dos sentidos de Speed Racer

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           Duas palavras resumem o filme Speed Racer: sentido e intensidade. Não que o novo longa dos irmãos Wachowski – os mesmos diretores de Matrix – seja uma viagem filosófica sobre tais temas, mas a história do herói criado em 1967 por Tatsuo Yoshida nada mais é do que a luta de um jovem idealista em busca das coisas que fazem sentido para ele. Tudo com muita intensidade e cor.

          Parece simplista resumir Speed Racer em duas palavras já que assistimos a um vislumbre visual que – sem medo de escrever besteira – é totalmente inovador e algumas cenas equivalem em sensação às obtidas em games, só que com mais cor e impacto. É provável que daqui uma década ainda se fale do “Speed Racer dos Wachowski” com reverência. Entretanto, o que realmente me fascinou nesse filme foi a bela adaptação da história que poderia ficar ofuscada com tantos efeitos visuais, mas que ganhou forma e por vezes até emociona.

           Speed Racer – protagonizado por Emile Hirsch, o mesmo do maravilhoso Na Natureza Selvagem – narra a história de um garoto que nunca teve dúvidas do que queria na vida: correr. Esse era o sentido maior que o movia. No caminho, não faltaram pedrinhas o desviando desse objetivo. Contudo, o intenso Speed Racer joga-se na pista como se cada corrida fosse a última de sua jovem existência. Quanto mais obstáculos, mais espetáculo de cores psicodélicas o telespectador verá. Assim como na vida, o resultado das coisas mais difíceis são as mais belas.

          Num mundo onde é freqüente as pessoas abrirem mão de seus “sentidos” em troca da estabilidade dos concursos públicos, Speed Racer é um tapa na cara colorido. Ele faz você entrar na pista, correr e – se possível – vencer.

Assista ao trailer do filme Speed Racer:

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