Quando o relógio marcou três horas e quinze minutos desta madrugada, meus olhos acabaram de ler o último conto do livro Ficção de Polpa – Volume 2. Organizado pelo escritor Samir Machado de Machado (nome legal, né?) e publicado pela Não Editora, essa segunda edição deixa um pouco de lado os zumbis e aposta em histórias protagonizadas por robôs, alienígenas, fantasmas e armadilhas pregadas pelo nosso imaginário. Tudo muito fantástico.
Entre os contos, On/Off, de Antônio Xerxenesky, foi o que contribui para que tivesse uma noite mal dormida, no bom sentido da expressão. Explico: a narrativa discorre sobre os botões modernos – antidepressivos, calmantes e afins – que acabam por guiar nosso comportamento. Depois da leitura, desisti de tomar meu remédio para pegar no sono. Afinal, mais vale uma insônia sincera do que um sono falso.


